ESCOLINHA DO PROFESSOR CAPIVALDSON: TRÁFICO DE INFLUÊNCIA
- May 27
- 2 min read

Imagine a cena: alguém chega para você com um ar de importância, baixa o tom de voz e dispara a clássica frase: "Pode deixar comigo, eu conheço as pessoas certas", ou "Não mexe comigo que eu conheço o pessoal da polícia". Em seguida, surge a proposta — geralmente acompanhada de alguma vantagem financeira, ou ameaça — para "facilitar" um processo, conseguir uma autorização, abrir portas ou intimidar pessoas no estilo "mafioso".
Na aula de hoje, vamos explicar como funciona o tráfico de influência, quais são as penas previstas na legislação brasileira e por que aquele famoso "Deixa comigo que eu resolvo", ou "Tu não sabe com quem mexeu", pode acabar terminando não em uma solução mágica, mas em um processo criminal.





No fim das contas, o tráfico de influência nos ensina uma valiosa lição: às vezes, o maior perigo não é ter influência demais, mas acreditar que tem.
Muita gente adora aumentar o próprio currículo social, colecionando frases como "sou amigo do secretário", "tenho acesso ao gabinete" ou "conheço gente importante". E o mais curioso é que, em muitos casos, a suposta influência existe apenas na imaginação do autor. O servidor público mencionado não sabe de nada, nunca ouviu falar da negociação e talvez nem conheça a pessoa que está usando seu nome para impressionar terceiros.
Por isso, fica o conselho: se alguém aparecer prometendo resolver tudo porque "tem os contatos certos", desconfie. E se você for a pessoa que gosta de contar vantagem sobre amizades poderosas, cuidado para não transformar conversa de bar em caso de polícia. Afinal, falar demais pode custar muito mais caro do que pagar a próxima rodada.

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