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OPERAÇÃO DO MPSC MIRA SUPOSTO ESQUEMA DE FRAUDE EM LICITAÇÕES DE SISTEMAS PÚBLICOS

  • Jul 9
  • 2 min read
OPERAÇÃO DO MPSC MIRA SUPOSTO ESQUEMA DE FRAUDE EM LICITAÇÕES DE SISTEMAS PÚBLICOS

Mandados de busca foram cumpridos em sete municípios catarinenses. Investigação aponta suspeitas de direcionamento de contratos, corrupção e lavagem de dinheiro entre 2022 e 2026.


Uma operação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (9), 17 mandados de busca e apreensão contra investigados por suspeita de integrar um esquema de fraudes em licitações de sistemas de gestão pública em municípios catarinenses. A ação, batizada de Operação Gaiola Digital, foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC).


As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e são cumpridas em Blumenau, onde fica a sede da empresa investigada, além de Rio do Sul, Lages, Penha, Balneário Camboriú, Canoinhas e Irani.


Segundo o MPSC, a investigação apura a existência de uma organização criminosa suspeita de atuar no direcionamento de licitações para contratação de softwares de gestão utilizados por administrações municipais. O grupo também é investigado por possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e outras irregularidades relacionadas à administração pública.


As apurações começaram após informações obtidas em acordos de colaboração premiada firmados durante a Operação Et Pater Filium. De acordo com o Ministério Público, os relatos foram posteriormente corroborados por outras provas reunidas ao longo da investigação.


Conforme as investigações, o grupo teria buscado influenciar processos licitatórios antes mesmo da publicação dos editais. Entre as suspeitas estão a aproximação de agentes públicos, a elaboração de cláusulas que restringiriam a concorrência e a definição de critérios técnicos capazes de favorecer previamente uma empresa.


O Ministério Público também afirma que há indícios de pagamento de vantagens indevidas para garantir a assinatura, renovação e manutenção de contratos públicos.


Ainda segundo a investigação, o esquema apresentaria uma estrutura organizada, com divisão de funções entre integrantes responsáveis pelo contato com agentes públicos, elaboração de documentos técnicos, movimentação de recursos e ocultação da origem do dinheiro.


Os investigadores apontam ainda indícios de lavagem de dinheiro por meio de saques fracionados e movimentações financeiras destinadas à formação de um caixa clandestino utilizado, supostamente, para o pagamento de propinas.


De acordo com o MPSC, entre 2022 e 2026 foram identificadas centenas de operações bancárias consideradas incompatíveis com a atividade empresarial regular, envolvendo valores que somam milhões de reais.


Nesta etapa da operação, o objetivo é recolher documentos, equipamentos eletrônicos, registros digitais e outros materiais que possam reforçar as provas da investigação.


Segundo o Ministério Público, o nome "Gaiola Digital" faz referência ao uso de sistemas informatizados como instrumento para restringir a concorrência em licitações voltadas à contratação de plataformas de gestão pública.

O processo tramita sob sigilo, e o MPSC informou que novas informações poderão ser divulgadas conforme houver autorização judicial para a publicidade dos autos.


Informações: MPSC.

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