CAPIVARA NEWS: EDIÇÃO "PRÉ-EXPULSÃO"
- Jul 27
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Na política, existe um velho ditado que diz que ninguém é insubstituível. Mas em Santa Catarina parece que surgiu uma nova versão: ninguém é "inexpulsável".
O deputado estadual Ivan Naatz publicou um vídeo afirmando que defende a expulsão do ex-prefeito de Blumenau Mário Hildebrandt do PL. Na política, existe um velho ditado que diz que ninguém é insubstituível. Mas em Santa Catarina parece que surgiu uma nova versão: ninguém é "inexpulsável". O motivo? A sucessão de investigações e operações conduzidas pelo Ministério Público de Santa Catarina e pelo GAECO envolvendo contratos da administração municipal durante sua gestão, fatos que ganharam ampla repercussão na imprensa catarinense ao longo dos últimos anos.
A declaração de Naatz soa como aquele momento clássico em que o passageiro percebe que o navio está fazendo água e resolve procurar um bote. Afinal, depois de tantas operações com nomes cinematográficos, parece que a política catarinense resolveu lançar sua própria plataforma de streaming.
Nos últimos anos, o noticiário foi dominado por operações que investigam suspeitas de irregularidades em contratos públicos envolvendo diferentes áreas da administração municipal. Algumas delas resultaram em buscas e apreensões, bloqueios de bens, afastamentos de investigados e abertura de ações judiciais. Importante lembrar que investigações não representam condenação e que os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Mesmo assim, o desgaste político é inevitável.
O curioso é observar como a régua moral na política costuma funcionar igual promoção de supermercado: "válida enquanto durarem os estoques". Enquanto as investigações ainda estavam no campo das suspeitas, muitos aliados mantinham um silêncio quase monástico. Agora, com o volume de operações, denúncias e manchetes ocupando espaço constante nos jornais, surgem vozes defendendo que o partido precisa "preservar sua imagem".
É aquela velha máxima: quando o barco começa a afundar, aparecem especialistas em natação.
A situação também levanta uma pergunta inevitável: se havia tantos indícios sendo revelados por operações do Ministério Público e repercutidos pela imprensa, por que essa discussão sobre permanência no partido só ganha força agora?
Na prática, a impressão transmitida para parte da opinião pública é de que o problema nunca foi exatamente a suspeita de corrupção, mas sim o custo político de permanecer ao lado de quem passou a protagonizar sucessivas manchetes policiais.
No vídeo, Ivan Naatz tenta demonstrar que o PL não pode conviver com esse desgaste. É uma posição política legítima, embora inevitavelmente desperte outra reflexão: expulsar um nome resolve o problema da imagem ou apenas troca o protagonista da crise?
Porque, convenhamos, trocar a placa da porta não reforma o prédio.
Enquanto isso, o Ministério Público continua fazendo aquilo que dele se espera: investigar fatos, reunir provas e submeter os casos ao Poder Judiciário. Caberá à Justiça decidir as responsabilidades de cada investigado.
Já na política... bem, na política o julgamento costuma começar muito antes da sentença.
E, como ensina o velho roteiro brasileiro, quando o assunto é crise política, a velocidade da nota de repúdio costuma ser diretamente proporcional à proximidade das eleições.
Ora pro nobis...











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