GAECO DEFLAGRA NOVA FASE DA OPERAÇÃO SENTINELA COM PRISÕES E BUSCAS EM BLUMENAU E FLORIANÓPOLIS

Segunda etapa da investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e tentativa de interferência nas investigações.
Ontem (06) publicamos matéria sobre as operações. Confira AQUI.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), ligado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou nesta quarta-feira (7) a segunda fase da Operação Sentinela. A ação ocorre em apoio à investigação conduzida pela 14ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau.
Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva em Blumenau e Florianópolis. As medidas foram autorizadas pela Justiça dentro de uma investigação que apura possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, obstrução de investigação, falsidade ideológica e falso testemunho.
A nova fase é consequência dos desdobramentos da primeira etapa da Operação Sentinela, realizada em maio deste ano. Na ocasião, as autoridades investigavam possíveis irregularidades envolvendo contratos públicos firmados pelo Município de Blumenau, incluindo suspeitas de corrupção, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
A partir da análise do material reunido na primeira fase, os investigadores passaram a identificar indícios de que pessoas relacionadas aos investigados poderiam estar utilizando mecanismos para dificultar a localização de patrimônio e esconder a origem de determinados recursos.
Entre os elementos levantados estão movimentações financeiras consideradas suspeitas, transações envolvendo patrimônio e negócios realizados com a participação de terceiros.
As apurações também apontaram, segundo as autoridades, possíveis iniciativas destinadas a dificultar o trabalho investigativo e interferir na obtenção de provas.
Diante desses elementos, a Justiça autorizou novas medidas cautelares, incluindo a prisão preventiva de dois investigados.
Os equipamentos, documentos e demais materiais recolhidos durante a operação serão submetidos à análise das equipes responsáveis pelo caso. O objetivo é verificar se os elementos apreendidos podem contribuir para esclarecer a eventual participação dos investigados nos fatos apurados.
O procedimento permanece em segredo de Justiça. Por esse motivo, detalhes sobre os investigados, os locais alvo das buscas e o conteúdo das provas ainda não foram divulgados.
Segundo o MPSC, novas informações poderão ser apresentadas à medida que os autos deixarem de tramitar sob sigilo.
O nome Sentinela está relacionado à ideia de vigilância. Nesta segunda etapa, a denominação faz referência ao trabalho das instituições para proteger a investigação, impedir a ocultação de patrimônio e combater ações que possam comprometer a coleta de provas e o andamento do processo.
Informações: GAECO/MPSC.













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