OPERAÇÃO SENTINELA: USO DE TRAGÉDIA PARA CORRUPÇÃO GERA REVOLTA POPULAR
- May 8
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Um dos principais alvos da operação é a contratação emergencial, sem processo licitatório, de serviços de vigilância e segurança para as escolas da rede municipal após o ataque à creche que resultou em mortes.
Ao todo, estão sendo executados 21 mandados de busca e apreensão nas cidades de Blumenau, Florianópolis e Itajaí. A ação foi realizada em apoio à investigação conduzida pela 14ª Promotoria de Justiça de Blumenau.
O atentado ocorreu em 5 de abril de 2023, na creche Cantinho Bom Pastor, deixando quatro crianças mortas e outras cinco feridas. De acordo com o Ministério Público, o contrato firmado para os serviços de segurança ultrapassou R$ 9 milhões.
Segundo o MP, o grupo investigado teria atuado na fraude de licitações por meio de combinação prévia de valores, eliminação irregular de concorrentes e limitação da competitividade do processo. Após a assinatura dos contratos, parte do dinheiro pago pelo poder público teria sido desviada e retornado ilegalmente aos envolvidos no esquema.
Ainda conforme as investigações, os suspeitos utilizavam notas fiscais falsas, transferências bancárias fracionadas e empresas e pessoas interpostas para esconder a origem dos recursos. Algumas dessas empresas teriam ligação com o ramo de combustíveis.
REAÇÃO DA POPULAÇÃO
A população de Blumenau reagiu com indignação após a divulgação da operação que investiga possíveis irregularidades nos contratos emergenciais de segurança firmados depois do ataque à creche Cantinho Bom Pastor.
Durante a sessão da Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (07), pessoas que estavam no local cobraram respostas, transparência e responsabilização dos envolvidos. Muitos questionaram como um momento de dor e comoção na cidade poderia ter sido usado para beneficiar um esquema milionário.
Para muitas famílias, a tragédia jamais será esquecida — e agora cresce a revolta diante das suspeitas envolvendo contratos ligados à segurança nas escolas.









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